Semana 30, desenho 193 - Dois meses com esses quatro (Ou o desenho em isolamento)




**Artigo escrito como parte da investigação de Doutoramento em Desenho pela Faculdade de Belas Artes - Universidade de Lisboa

Desde março de 2020, passamos a viver uma situação de isolamento em maior ou menor nível como combate a um vírus, confrontando-nos com a nossa própria vulnerabilidade e sensação de liberdade. Ninguém está isento a uma pandemia, não importa qual seja a sua posição na vida, a sua popularidade, o seu poder. Momentos como este desafiam-nos a repensar valores como cooperação e colaboração, assim como da urgência por adotar hábitos mais sustentáveis de consumo, do uso das tecnologias, e da maneira como vivemos em comunidade e com o meio ambiente.
Em defesa por um modo de vida mais ético ambiental e socialmente, o economista E. F. Schumacher argumenta que a nossa maior dificuldade numa transição para a sustentabilidade é que os problemas humanos não são solucionáveis ​​apenas por meios racionais, mas por forças superiores de sabedoria, amor, compaixão, compreensão e empatia. Reconhecer o desafio da sustentabilidade como uma série de problemas que vão além da lógica e do método leva-nos ao mais difícil desafio de todos: o do trabalho individual (citado por Orr, 2003).
A condição e o papel do artista segundo o cineasta Andrei Tarkovsky é precisamente o de ouvir e de refletir sobre o humano e o eterno que vive dentro de nós, e que ignoramos uma e outra vez, apesar de termos este destino nas nossas mãos (2019, p. 221). Para o realizador, é apenas a partir deste trabalho interior que o artista lograria integrar na sua obra a visão que ele tem de um mundo melhor (2019, p. 8).
Neste contexto, este ensaio discorre sobre a arte, e particularmente o ato de desenhar, como recurso de trabalho interior a partir de uma atitude de contemplação silenciosa e atenta entre o olhar, a mão e o coração. Essa atitude de entrega ao trabalho interior é o primeiro passo para o desenvolvimento de uma sociedade mais humana e sustentável durante, mas principalmente, após a atual pandemia. Porque “um dos aspetos do retorno da pessoa a uma vida normal, cheia de espiritualidade, é a sua atitude diante de si mesma: ou se vive a vida de um consumidor dependente dos desenvolvimentos tecnológicos ou materiais, entregue cegamente ao suposto progresso, ou se reencontra a própria responsabilidade interior, que se dirige não apenas a si mesmo, mas também aos outros”[1] (Tarkovsky, 2019, p. 238).

O DESENHO EM ISOLAMENTO AO SERVIÇO DA ALMA

“A perda de controlo leva à fragmentação. Estás inteiro? Encontra-te a ti mesmo. Permanece atento.”[2] (Bourgeois, 2002, p. 119). A frase da escultora Louise Bourgeois ilustra perfeitamente o cenário atual em que vivemos. Desde o início desta pandemia, é entre ecrãs de computadores, telemóveis e televisores que conseguimos manter as nossas relações com o mundo lá de fora. Procuramos, ao fragmentar a nossa atenção entre esses meios, essencialmente um controlo sobre a nossa vida “normal”. Para muitos, o viver e a presença constituem-se cada vez mais destes micro-momentos que acontecem sobretudo ao nível de uma telepresença. “Tele” em grego quer dizer “longe, à distância”. Tornamo-nos cada vez mais especialistas em “estar de longe”. A nossa vivência se converteu em consumir estes fragmentos de ecrã que nos permitem ver o que está à distância, porém afastam-nos do que está aqui e agora, de nós mesmos.
Vemos muito, mas contemplamos pouco. As tecnologias têm tido um papel crítico como ligação com que acontece no mundo exterior e na sociedade. Porém, e especialmente neste momento de isolamento, nunca tem sido tão urgente falar sobre contemplar o que está dentro do nosso alcance real e presente.
Giorgio Morandi, artesão da paciência e do silêncio, por quarenta anos permaneceu isolado no seu quarto à procura das transformações que a luz operava no seu quotidiano, longe das agitações do mundo (Figura 1). Os seus desenhos, inspirados nos mais mundanos objetos como garrafas, vasos e caixas, ilustram a pureza, a concentração e o essencial a nível extremo (Figura 2). Como o próprio declarou: “alguns podem viajar através do mundo e nada dele ver. Para chegar à sua compreensão, é necessário não ver demasiado do mundo, mas olhar bem aquilo que vemos”[3] (citado por Joos, 2019).


Giorgio Morandi's Studio, 2015. Photograph by Joel Meyerowitz, from the series Morandi's Objects.
Figura 1: Quarto de Giorgio Morandi nos anos 1950. 2015. Fonte: Joel Meyerowitz.

morandi still life five objects
Figura 2: Giorgio Morandi (1956). Still Life with Five Objects. Fonte: Galleria d'Arte Maggiore GAM, Bologna, The Guardian.

O isolamento é uma oportunidade de procurar este olhar e esta reintegração interna. Segundo a escritora e psicanalista Dra. Clarissa Estés, “embora não seja algo desejado ou divertido, provém do isolamento um ganho inesperado. Ele elimina a fraqueza com os golpes. Ele erradica as lamentações, proporciona um insight penetrante, aguça a intuição, assegura o poder incisivo de observação e de visão de perspetiva jamais alcançados" (1997, p. 215). O isolamento é como uma dádiva. Mas nós somos os únicos responsáveis por extrair e mostrar a beleza dele.
A beleza desperta tanto sentimentos agradáveis e harmoniosos, como de terror e piedade. Mas, para Platão, a alma já conhece a Beleza Absoluta, porque é imortal, eterna. Esta alma renasceu repetidas vezes na existência e contemplou tudo o que nela existe. Ela é capaz de evocar à memória a lembrança de objetos e conhecimentos que viu e aprendeu anteriormente. Portanto, antes de se materializar no nosso corpo, Platão sugere-nos que a alma já viveu neste mundo e contemplou a beleza, da qual sente saudades. A nós compete unicamente esforçarmo-nos e procurarmos sempre, sem descanso e com coragem, aquilo que a alma já conhece. (2001, pp. 65-67). 

Para Daniel Gagliardo, este encontro com a alma advém do esforço e de uma atitude de entrega e silêncio diante de todas as nossas ações, àquilo que é essencial do nosso viver. Em silêncio, temos acesso aos impulsos internos, como chamadas ligadas à intuição e ao nosso verdadeiro ser (Gagliardo, 2020, p. 72). Voltando a Platão, ao vivenciarmos esses impulsos da alma imortal e eterna poderíamos vivenciar “o eterno presente” (2001, pp. 65-67) e nesta atitude de contemplação do presente, chegamos a “contemplar a Unidade, o Belo, o Bem”[4] (Platão, citado por Plotino, 1999, p. 221).
Platão e Gagliardo sugerem-nos que o belo na obra de arte surge a partir desta atitude profunda ao serviço da alma. E para Plotino, a alegria que a alma sente diante de uma obra deve-se a sentir que está em frente à faísca de outra alma. O artista introduz no seu trabalho uma fagulha, um brilho da sua alma. E a nossa alma, quando capta esta faísca, alegra-se, pois esse encontro é, na verdade, um reencontro.
O escritor Jean-Paul Sartre dizia que "o inferno são os outros"[5] (1969, p. 182). Sendo assim, em isolamento, o afastamento dos “outros” dá-nos a oportunidade de acedermos o oposto do inferno, algo de divino, de belo, desta alma eterna que não está no “outro”, e sim em nós mesmos. Para Plotino, as melhores ações, as ações da alma, vêm de nós mesmos; essa é a nossa natureza quando estamos isolados (1999, p. 23).
Neste paradoxo de suposto enclausuramento dos demais, a atitude de entrega a nós mesmos durante o isolamento é o que verdadeiramente nos liberta. Ou como descrito por Tarkovsky: “Liberdade significa aprender finalmente a não exigir nada da vida e dos demais homens, senão apenas de nós próprios. Liberdade: sacrifício feito em nome do amor” (2019, p. 206).
Para Bourgeois, todo o trabalho artístico é uma obra de amor (2002, p. 79) e segundo ela, a beleza na arte define-se como um tipo de intimidade estabelecida dentro do âmbito visual (2002, p. 131). Embora conhecida como escultora, o desenho para Bourgeois, além de ser o ponto de partida para as suas esculturas, constituía uma aspeto essencial para o seu trabalho interior (Figura 3). Nos seus diários gráficos, desenhados em silêncio e na intimidade ao fim de cada dia, construía imagens que a ajudavam a resolver questões interiores (2002, p. 156).



Figura 3: Louise Bourgeois (2008). Untitled, no. 1 de 14, de À l'Infini. Fonte: Moma.org.

Frida Kahlo é outra artista que teve a coragem e ousadia de criar a partir do olhar para si mesma e para o seu corpo vulnerável e enfraquecido pela doença. A sua série de autorretratos, realizados enquanto exilada no seu leito a partir de um complexo mecanismo espelhado, refletem a fragilidade e a força, características opostas mas intrinsecamente humanas (Figura 4). A sensação de medo e descontrolo revela o mais profundo mistério da sua realidade. Do seu medo, surge a beleza e a sua liberdade.


Figura 4: Frida Kahlo (1939). Las Dos Fridas. Fonte: Museo de Arte Moderno, Cidade do México.

Hegel diz-nos que o ser livre, criado para o espírito e para a liberdade, vê-se arremessado diante da necessidade da Natureza. E, mesmo dentro de si, está sempre dividido entre a parte mais espiritual da sua alma e das suas paixões. O conflito inerente à condição humana, só no absoluto se resolve; mas a beleza é uma das armas mais poderosas que o humano dispõe para superar a angústia e o seu destino trágico (citado por Suassuna, 2004). Para Tarkovsky, o absoluto realiza-se e expressa-se no particular, porém isso sucede em cada momento. É um milagre sempre novo no jogo maravilhoso da livre entrega (2019, p. 9), não ao trágico destino, mas sim com responsabilidade, entrega e devoção ao que nos é apresentado na vida.
A aparente limitação de recursos que temos em isolamento obriga-nos a observar as luzes e as sombras que se repetem nas nossas quatro paredes. E, ao desenhar situações e objetos ordinários presentes no nosso entorno, começamos a perceber o quão extraordinários são, o milagre de uma flor que brota, da sombra projetada pela janela, ou de uma máscara que não é apenas uma máscara mas antes um mundo de transparências e subtilezas. Juan Molina descreve que, ao marcar esta experiência presente através da imagem que temos dela, o desenho auxilia-nos a compreender o nosso ser, as relações que mantemos e o meio ambiente que nos rodeia (2003, p. 23).
Mas o que realmente acontece quando o olhar e o desenhar se entrelaçam é que a consciência e a atenção se tornam constantes e indivisas. Convertem-se em contemplação, em meditação. Esta atitude requer uma disciplina de observação de um mundo que está totalmente vivo. É uma disciplina que não custa nada, que não requer gadgets. Basta um riscador (lápis) e uma superfície de suporte (papel). O olho é a lente do coração, aberta ao mundo. E as mãos seguem a visão (Franck, 1997, p. 8).
Desenhar de maneira contemplativa estabelece uma ilha de silêncio, um oásis de atenção total, um ambiente para nos recuperarmos, um apreciar de um momento diante do aparente caos, da suposta fragmentação em que o isolamento nos coloca. Aprendemos então que o que não foi desenhado, nunca foi realmente contemplado. Como nos descreve Walt Whitman “Creio que uma folha de relva não é menos que a jornada das estrelas”[6] (1891, p. 53). Descobrimos, através do desenho, que não existe nada ordinário. Tudo o que vale a pena ser olhado, vale a pena ser desenhado.
O olhar e a contemplação da própria natureza de algo ou alguém é a percepção da experiência da natureza como ela se manifesta em mim, fora de mim. Essa visão do ato de desenhar é para o artista Frederick Franck (Figura 5) ao mesmo tempo o salto do isolamento do Eu para a comunidade de seres e coisas, no presente absoluto, a Presença Absoluta (Franck, 1997, p. 20).


Figura 5: Frederick Franck (1960). Jacques Lipchitz. Fonte: https://whitney.org/collection/works/175.

Desenhar é desdobrarmo-nos no tempo que ocorre enquanto se desenha, com o conhecimento de que o presente irá desdobrar-se no futuro, fundindo realidades que ainda não tinham sido intersectadas. Aquilo que era considerado uma vez o resultado da atenção artística é agora o motor para a sua reconstituição, para uma página fresca, um novo lugar para a nossa consideração. (Gross, 2015, p. 13). Platão dizia que “o tempo é uma imagem da eternidade”[7] (citado por Plotino, 1990 [205], p. 207). Poderíamos afirmar então que, através do desenho que contempla verdadeiramente o presente em atitude de entrega ao essencial, o registo da sua imagem poderia refletir a eternidade da alma, ligando-a ao universal do mundo, à Unidade.
Embora nunca tenha tido formação como artista, os desenhos de Emma Kunz ilustram esta ligação ao poder universal da natureza, canalizado a partir de um pêndulo e registados em composições geométricas realizadas com grafite e lápis de cor. Kunz concebeu estas composições em resposta a questões que ela colocava ao pêndulo, desde as mais íntimas e pessoais, a acontecimentos políticos e históricos sucedidos na altura e a realidades naturais animadas e inanimadas, todas as quais Kunz intuitivamente acreditava estarem ligadas (Figura 6).


Werk-Nr. 016
Figura 6: Emma Kunz (S/D). Werk-Nr. 016. Fonte: https://www.emma-kunz.com/.
Para artistas como Emma Kunz não existem, pois, limites entre o espaço e o tempo, ou entre o trabalho artístico e a vida. O desenho torna-se portanto um ato fundamental, um ritual de esforço, devoção e entrega à chamada daquilo de mais essencial do nosso ser. E é neste processo em que se revelam no papel os impulsos da alma que contempla. Para Tarkovsky, este é o maior desafio do artista: o de realizar um trabalho interior e esforçar-se por expressar esses valores éticos na sua obra (2002, p. 46). Como refere Bourgeois, “durante toda a minha vida quis sempre dizer a mesma coisa. A consciência interna é o exame do artista”[8] (2002, p. 41). Segundo ela, a mente situa-se por cima da matéria e através da arte, transcende-se à vida real (2002, p. 128).
O artista Richard Tuttle resume esta condição do desenho: “O desenho é sempre o mesmo para mim. Se alguém desenha uma árvore, seja ela de memória ou da observação, é o mesmo problema. [...] O desenhador-mestre é alguém que desenha, não alguém que desenha algo. Desenhar está dentro da pessoa, não no papel”[9]. (citado por Gross, 2015, p. 53).
Mas, para Platão, Tarkovsky e Gagliardo, a vontade de transformação precisa de vir não da pessoa, do ego, mas sim da alma, da essência interna. De um desapego de julgamento, exposição ou reconhecimento. Simplesmente entregar-se àquilo que a atitude pede. A alma sabe o que é essencialmente Belo. Da Beleza revela-se o Bem, do Bem revela-se o Eterno.

CONCLUSÃO

O artista e líder político Álvaro Cunhal mostra-nos como não podemos evitar o sofrimento, mas podemos escolher como lidamos com ele. Cunhal passou sete anos preso em rigoroso isolamento durante a ditadura em Portugal. Lá, procurou ter um motivo para sobreviver, um objetivo da vida que fizesse sentido, que fosse importante. O ato de desenhar para ele foi um destes recursos (Figura 7).


Figura 7: Álvaro Cunhal (1951-1959). Desenho. Fonte: https://artbid.pt/artbid/Lotes/view/1210/66930.

O que é relevante agora é descobrirmos exatamente como nos adaptamos para viver de uma maneira que tenha sentido. Em tempos de pandemia, talvez não exista o ideal, mas existe o possível, existe o esforço, existe a entrega. Construir um mundo mais ético e sustentável após a pandemia implica em perceber desta experiência um exercício de vivência da alma, onde impera um espírito sereno de contemplação, olhar atento e silêncio. Trata-se de viver de maneira a obedecer às nossas necessidades internas, evolutivas e de fazer, em cada momento da vida, o que é correto e necessário. É procurar abraçar a própria essência interna onde a vontade superior expressa a sua onipresença acima das limitações dos níveis da personalidade (Gagliardo, 2020, p. 8). Isso significa saber distinguir o que é essencial, não cair nas armadilhas da tele-presença, do egoísmo, do julgamento, da expectativa daquilo externo a nós. Disto se trata hoje o desenhar – e o viver – em isolamento ou, fora dele. O desenho não é um algo, senão um ato (Franck, 1997, p. 88), e devemos nele refletir esta atitude.
A ligação da mão com o olho e com o coração revela-nos algo no desenho, mas não nos explica. O desenho vai além das palavras, além do silêncio. É uma resposta do artista sobre estar vivo. E se há algo que se deseja transmitir, que seja a qualidade dessa consciência, da devoção e da atenção ao que é olhado, e desenhado (Figura 8).
Mas, apesar disso, ainda existem artistas cujo meio é a vida em si, que expressam o inexprimível sem lápis, pincel, cinzel ou violão. Estas pessoas não pintam nem dançam. O seu meio é ser. Simplesmente olham e não precisam desenhar (Franck, 1997, p. 120-129). Assim, a arte reflete o nível de entrega da alma, mas é sobretudo a partir desta mesma atitude diante de todos os aspetos da vida que é possível chegar à verdadeira arte de viver (Gagliardo, 2020, p. 29).
Finalmente, para o ambientalista Dr. David Orr, essa é a espiritualidade que nos permite enfrentar honestamente a nossa própria mortalidade, um heroísmo diário necessário para preservar a vida na Terra. Em vez de terror, uma espiritualidade mais profunda leva-nos a um lugar de gratidão e celebração. Também nos energiza para agir (Orr, 2003) por um mundo mais sustentável, onde existe a união entre o Bem, o Belo e o Eterno. E como conclui Tarkovsky, esse amor, essa entrega, é o último milagre que se pode opor à falta de fé, ao cinismo e ao vazio do mundo atual (2019, p. 219).




Figura 9: Grazielle Portella. Dois meses com esses quatro

BIBLIOGRAFIA

Bourgeois, L. (2002). Destrucción del padre, reconstrucción del padre. Madrid: Editorial Síntesis.

Estés, C. (1997). Mulheres que correm com os lobos (11ª ed.). Rio de Janeiro: Rocco.

Franck, F. (1972). Zen Seeing, Zen Drawing. Nova Iorque: Vintage.

Gagliardo, D. (2020). La Luz del Peregrino: 1- La Entrega. 2- Pruebas. 3- Ley de Purificación. 4- Ley de Servicio (2ª ed.). Córdoba: Luz del Valle Ediciones.

Gross, J. (2015). Drawing Redefined. Lincoln: DeCordova Sculpture Park and Museum.

Joos, P. (2019). A backward glance: Giorgio Morandi and the old masters. Bilbao: Guggenheim Bilbao. Recuperado em 14 de junho de 2020 em: https://www.guggenheim-bilbao.eus/en/exhibitions/a-backward-glance-giorgio-morandi-and-the-old-masters.

Molina, J. (2003). Las Lecciones del Dibujo (3ª ed.). Madrid: Ediciones Cátedra.

Orr, D. (2003). Four Challenges of Sustainability. Burlington: University of Vermont. Recuperado em 11 de junho de 2020 em: https://ratical.org/co-globalize/4CofS.html.

Platão. (2001). Mênon. Rio de Janeiro: Editora PUC-Rio.

Plotino (1999 [270]). Troisième Ennéade. Paris: Les Belles Lettres.

Sartre, J. (1969). Théatre I: Les mouches. Huis clos. Morts sans sépulture. La putain respectueuse. Paris: Gallimard.

Suassuna, A. (2004). Iniciação à Estética. Rio de Janeiro: José Olympio.

Tarkovsky, A. (2019 [1999]). Esculpir en el Tiempo: Reflexiones sobre el arte, la estética y la poética del cine (17ª ed.). Madrid: Ediciones Rialp.

Whitman, W. (1891). Leaves of Grass: Song of Myself (92ª ed.). Nova Iorque: Garland Publishing. Recuperado em 20 de junho de 2020 em: https://whitmanarchive.org/published/LG/1891/poems/27.



[1] Uno de los aspectos del retorno de la persona a una vida normal, llena de espiritualidade, es su actitud frente a si mismo: o se vive la vida de un consumidor dependiente de los desarrollos tecnológicos o materiales en general, entregado ciegamente al supuesto progreso, o se reencuentra la propia responsabilidad interior, que se dirige no sólo hacia uno mismo, sino tambiém a los demás.
[2]La pérdida de control lleva a la fragmentación. Estás entero? Encuéntrate a ti mismo. Permanece atento.
[3]One can travel the world and see nothing. To achieve understanding it is necessary not to see many things, but to look hard at what you do see.
[4]On ne contemple pas un objet unique; on contemple l'Un, le Beau, le Bien.
[5] [...] l’enfer c’est les autres
[6] I believe a leaf of grass is no less than the journey-work of the stars.
[7]Le temps est une image de l'éternité.
[8][...] durante toda mi vida he querido siempre decir la misma cosa. La consciencia interna es el examen del artista.
[9]Drawing is always the same to me. If someone wants to draw a tree, say, from memory; he has the same problem as drawing from life. To draw is something specific. A master draftman who draws, not someone who draws something. Drawing is inside the person; not on the paper.

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